O poder da escolha está em suas mãos

A infância é uma fase maravilhosa, pois expressamos o que sentimos, questionamos quando temos dúvidas. Tudo o que acontece ao nosso redor é percebido exatamente como vemos, com inocência.

Sempre fui meio defensora dos colegas que pareciam oprimidos por características físicas ou culturais. Para mim, todos tem a mesma capacidade e direito de serem felizes, independentemente das crenças, time de futebol que torçam ou tendência política.

O que motivou minhas decisões foi o fato de desafiar a própria capacidade. Se quero saber mais sobre determinado assunto, pesquiso e vou atrás da informação. Se preciso resolver um problema, verifico as possibilidades de soluciona-lo e sigo até resolver.  Nunca foi simples ou fácil.

Sou natural de uma cidade no interior do Rio Grande do Sul, que hoje tem uma média de cinco mil habitantes. Cursei o ensino médio em escola pública, numa cidade vizinha. Ia e retornava todos os dias. Para cursar ensino superior, precisei trabalhar para pagar, pois não tinham incentivos do governo.

A graduação em Relações Públicas, minha inspiração, que tem previsão de conclusão de cinco anos, cursei em nove. Isso porque morar de aluguel, pagar universidade, alimentação e transporte tinha um custo e minha renda permitiu que concluísse nesse tempo. E tudo bem.

Concluída a graduação, surgiu a oportunidade de direcionar minha atuação para a área que havia estudado, mas todo bônus, tem um ônus. A remuneração que havia batalhado para conquistar passaria a ser menos da metade do valor que até então tinha como renda. Readequei minhas finanças e assumi o risco, pois a responsabilidade de buscar o que queremos para nossas vidas é só e unicamente nossa.

Aos poucos fui batalhando, trabalhando duro e novas oportunidades profissionais foram se abrindo. Além do trabalho, sempre busquei participar como voluntária em ações sociais. Nessas oportunidades além de ajudar as instituições, as trocas com profissionais de outras áreas permitiram que tivesse novos aprendizados.

Por que trouxe essas informações? Porque sempre que ajudamos o próximo é a nós mesmos que ajudamos. Se quisermos SER pessoas melhores, temos que ter atitudes melhores, buscar soluções.

As respostas às perguntas estão em nós. O tempo é nosso bem mais precioso e o que levamos nesta vida é o bem que fazemos e o que está no nosso coração. Se alguma situação pela qual você está passando lhe deixa triste, pare e pense no aprendizado que está tendo.

A partir do momento que aprendemos a controlar nossos instintos e olhar a “metade do copo cheia” ao invés do vazio, nossa vida se torna muito mais leve e feliz.

Para encerrar, gostaria de destacar um provérbio indígena que já ouvi inúmeras vezes e que refresca minha mente nos momentos de decisão. “Dentro de mim, existem dois lobos: o lobo do ódio e o lobo do amor. Ambos disputam o poder sobre mim. E quando me perguntam qual lobo é vencedor, respondo: O que eu alimento”.

Então, lembrem-se, nós temos o poder de escolha, vamos utilizar esse poder para alimentar o “lobo” que nos torne pessoas melhores, investindo nosso tempo e conhecimento no que realmente importa.

Vamos juntos semear a colaboração e o amor. Afinal, nos mares da vida, o leme do navio está seguindo o rumo que você direcionar.

E, fechando com a chamada do projeto maravilhoso do Instituto Tulipa, qual O AMOR QUE QUEREMOS?

Kelen Turmina – Relações Públicas